louca

O meu rei está louco. Pelo menos, penso que sim. Que posso fazer?

Primeiro, reconheça este fato inalterável: Não se pode saber (ninguém pode) quem é o ungido do Senhor e quem não é. Alguns reis, a quem todos juram ser da ordem de Saul, pertecem, de fato, à ordem de Davi. E outros, que todos juram ser da ordem de Davi, de fato pertencem à ordem de Saul. Quem está certo? Quem sabe? A que voz você atende? Ninguém jamais é suficientemente sábio para resolver este enigma. O máximo que podemos fazer é andar ao redor, fazendo a pergunta:

“É esse homem o ungido do Senhor? Caso seja, é ele da ordem de Saul?”

Memorize muito bem essa pergunta. Pode ser que você tenha de fazê-la a respeito de si mesma 10 mil vezes. Principalmente se for um cidadão de um país cujo o rei possa estar louco. 

Parece que não é difícil fazer essa pergunta, mas é. Especialmente quando a pessoa está chorando alto… e desviando-se das lanças… e sendo tentada a atirar uma de volta… sendo encorajada pelos outos a fazer exatamente isso. 

E todo o seu racionalismo, e sanidade, e lógica, e inteligência, e bom senso concordam com eles. Mas, lembre-se, nas suas lágrimas: VOCÊ CONHECE APENAS A PERGUNTA, NÃO A RESPOSTA. 

Ninguém sabe a resposta. 

A não ser Deus. 

E ele JAMAIS a revela.”

trecho: Perfil de três reis – Gene Edwards p. 32-33

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desinteressante²

E na verdade, é isso que basta mesmo… para que ter auto-estima?

Que eu seja desinteressante, mas que todo interesse esteja sob Aquele que merece toda honra e glória.

Sabe, as vezes eu preciso apertar o start para entender isso. Eu não sou, Ele é! Eu não posso, Ele pode! Ele é o dono de todas as coisas, e é Ele quem pode todas as coisas… Não temos mais autoridade para mexer nas nossas vidas, pelo menos falo de mim… Se Ele me deu a sua vida, por quê eu não daria a minha? O que há de tão especial nela para que eu fique tomando posse? 

Hoje abri bem na lata: Mas o justo viverá pela fé e se ele recuar, a minha alma não tm prazer nele – hebreus 10.38… Lemos isso tantas e tantas vezes e não conseguimos reter e decorar, que coisa mais difícil não é? Por que para ir a igreja é sempre muito bom e estamos sempre bem, mas para viver pelo que pregamos la é sempre uma dificuldade? Por que postergamos as decisões mais duras e difíceis de serem tomadas? No fundo, no fundo, sempre acreditamos que Deus fará a nossa vontade, mas com o passar do tempo e da percepção de uma pequena, mas inicial maturidade, vemos que isso não é a grande verdade. A nossa vontade comumente não é a vontade dele. Não mesmo… É isso causa temor e alívio. Para mim, no momento, mais temor né? Mas se decidi viver por isso, que seja mesmo com temor para que eu não me ensoberbeça e com um certo grau de alívio, para que eu confie!

Me sinto metade como Moisés, ainda recebendo as revelações dentro das densas nuvens e metade como Davi, sendo atacado pelas setas de Saul, porém neste caso o Saul da lança é também o próprio Davi. Sou eu, lobo em pele de cordeiro. Crente hipócrita, vacinada e salve-salve…!

Preciso reorganizar a minha mente mundana e terminar de decorar Romanos 8, porque só ai terei paz… Para que eu não viva mais segundo a carne, mas segundo o Espírito, porque os que vivem segundo a carne não podem agradar a Deus (v.8). Aliás, isso é tópico para outro post, mas: será que temos realmente ns preocupado em agradar a Deus? Será que realmente o amamos a ponto de querer vê-lo feliz? Difícil questão!! E resposta simples: NÃO, INFELIZMENTE. 

Bom dia para quem vem ler isso aqui de vez em nunca… 

Fica na paz ♪

pecado

O pecado que tão de perto nos rodeia. Já tem uma solução: a sujeição total ao Senhor através da mortificação da nossa carne. Terminei o livro sobre isso, do John Owen hoje e gostaria de postar uns conselhos práticos que são passados para aqueles que realmente desejam esta mortificação. Isso só será realmente possível através da atuação do Espírito Santo:

“Em resumo, tudo o que descrevi como sendo o nosso dever é efetuado, executado e cumprido pelo poder do Espírito, em todas as partes e níveis. Conforme segue:

1– Somente ele convence, de modo claro e pleno, o coração da iniquidade, da culpa e do perigo da corrupção, da concupsiência ou do pecado a ser mortificado. Sem essa convicção ou enquanto ela estiver tão fraca que o coração consiga resistir a ela ou absorvê-la, nenhuma obra eficaz será feita. Um coração incrédulo (como todos nós temos, em parte) rejeitará qualquer consideração até ser dominado por convicções claras e evidentes. Essa obra é exclusiva do Espírito Santo: é ele quem convence do pecado (Jo 16.8). Somente ele pode fazê-lo. Se as considerações racionais dos homens, com a pregação da letra, tivessem a capacidade de convencê-los do pecado, talvez víssemos mais pessoas convictas do que vemos agora. Pela pregação da Palavra, vem uma compreensão no entendimento dos homens de que são pecadores, que tais e tais coisas são pecados, que são culpados… No entanto, essa luz não é poderosa nem afeta os princípios práticos da alma a ponto de conformar com eles a mente e a vontade de produzir efeitos apropriados a essa compreensão. Por isso, homens sábios e cheios de conhecimento, porém destituídos do Espírito, não acreditam que as ações e as atitudes que impliquem concupsiência sejam de fato pecado. Apenas o Espírito pode realizar, e realiza mesmo, uma obra com esse propósito. É a primeira coisa que o Espírito faz a fim de levar à mortificação toda e qualquer conscupsiência: ele convence a alma de sua iniquidade, repudia todas as desculpas, desmascara suas fraudes, acaba com suas evasões, responde a seus fingimentos, leva a alma a confessar sua abominação e a submeter-se a esse reconhecimento. Sem fazer isso, tudo o que segue é em vão.

2– Somente o Espírito revela a plenitude de Cristo para nosso alívio, consideração que impede o coração de entrar em caminhos errados e em desânimo desesperador (2Co 12.8,9).

3– Somente o Espírito coloca o coração na expectativa do alívio por parte de Cristo, o grande e soberano meio de mortificação, conforme já visto (2Co 1.21,22)

4– Somente o Espírito introduz a cruz de Cristo em nosso coração com o seu poder para matar o pecado pois pelo Espírito somos batizados na morte de Cristo. 

5– O Espírito é o autor e consumador de nossa santificação. Oferece novos suprimentos e influência da graça para a santificação, quando o princípio contráro é enfraquecido e abafado (Ef 3.16-18)

6– Em todas as orações que a alma dirige a Deus nessa condição, tem o apoio do Espírito. De onde vem o poder, a vida e o vigor da oração? De onde vem sua eficácia para prevalecer com Deus? Não provém do Espírito? Ele é o “Espírito de súplica” prometido aos que contemplarem aquele a quem transpassaram (Zc 12.10), que os capacita a orar com gemidos inexprimíveis (Rm 8.26). Este é o grande e reconhecido meio da fé para prevalecer com Deus. Assim Paulo lidou com a tentação, qualquer que fosse: “…roguei ao Senhor que o tirasse de mim” (2Co 12.8).

– Qual é a obra do Espírito na oração?

– De onde e como ela nos ajuda e nos leva a prevalecer?

– O que devemos fazer a fim de desfrutar sua ajuda?

_ Esse são temas que não tenho a intenção de examinar por ora… [mas reflita sobre eles]

Por John Owen _ comentários em ´[] = Carol! 

Deus abençoe!

uma alma

Hoje, especificamente hoje, estou começando a entender melhor o valor de uma alma. Aconteceu uma situação muito séria com uma amiga russa e foi muito curioso como me identifiquei com ela (a situação). Apesar de eu não sentir dor como deveria, quando vejo homens de Deus intercedendo por suas vidas-alvo, percebi que só a preocupação é um início. A vontade que eu tenha é de viver a minha vida em função da salvação desta alma, ainda que esse desejo não seja algo visceral. A dor de ver uma pessoa padecendo mas sem um lugar para fugir é imensa. Creio que as sementes estão sendo colocadas com todo o carinho nesta terra árida e sei que darão bons frutos a seu tempo. 

Aprendi algo com um filme que estava vendo com o pessoal no sábado e que também tem um pouco a ver com o que aconteceu hoje, sobre a questão da moral e Jesus. Como eu estava errada em querer evangelizar as pessoas (e principalmente esta amiga) através da minha boa moral e do meu comportamento: testemunho exemplar. Tudo bem que isso é um chamativo para as pessoas, passa confiança, respeito, amor, amizade e vários sentimentos bons, mas esquecemos sempre de dizer o autor dessa boa moral. E aí acaba ficando tudo muito no ar… Muito em cima de valores subjetivos do tipo: o que é bom para você pode não ser bom para mim… Estava errada e Deus é tão bom que sempre nos dá a oportunidade de acertar!!!! Isso é muito bom! Pelo menos essa questão da moral serviu para que eu colhesse frutos… Agora, deixa tudo com o Espírito!

– uma alma vale mais que o mundo inteiro e muito mais do que os meus problemas e as minhas crises russianas!

mantenha-me de joelhos

Vejam este vídeo, tem apenas 2:10 e é realmente muito bom! Hoje assistimos a um filme gospel chamado a Jornada que me fez pensar muito sobre o tipo de cristianismo que temos vivido. Para mim foi realmente preocupante… e isso não pode sair das nossas cabeças, não é simplesmente um botão que apertamos e desligamos! Isso é a nossa vida… ou morte… 

“meu amigo, hoje tu tens a escolha…

vida ou morte? qual vai aceitar?

amanhã pode ser muito tarde…

HOJE Cristo te quer libertar!” ♪

mortificação 1

“Existem dois males que certamente acompanham todo cristão professo, mas não mortificado: o primeiro relaciona-se com ele mesmo, e o outro diz respeito às outras pessoas.

1- Em relação a si mesmo

O cristão pode fingir quanto quiser e não levar a sério o pecado, pelo menos não os pecados que o enfraquecem diariamente. A raiz de uma vida não mortificada é a assimilação do pecado sem senti-lo amargo no coração. Quando alguém ajustou a imaginação para uma espécie de apreensão da graça e da misericórdia que o torna capaz de engolir e ingerir pecados diários sem sentir amargura , chegou à beira do abismo de transformar a graça de Deus em lascívia e de ser endurecido pela engenhosidade do pecado. Além disso, não existe no mundo maior prova de coração falso e impuro do que imaginar semelhante coisa. Usar, como desculpa para tolerar o pecado, o sangue de Cristo, dado para nos purificar (1Jo 1.7; Tt 2.14);  a exaltação de Cristo que visa levar-nos ao arrependimento (At 5.31); a doutrina da graça que nos ensina a negar toda a impiedade (Tt 1.11,12), é rebelião que nos esmagará os ossos. 

Por essa porta tem saído a maioria dos cristãos professos que cometeram apostasia nos dias que vivemos. Durante algum tempo, a maioria deles tinham convicções que os levavam a cumprir seus deveres e a fazer a profissão de fé. Assim, “tendo escapado das contaminações do mundo por meio do conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo (2Pe 2.20), mas após algum contato com a doutrina do evangelho e cansados de cumprir deveres paraos quais não possuíam graça, a permitir-se numerosas negligências. Uma vez que esse mal tomou posse deles, rapidamente caíram na perdição. 

2- Em relação às outras pessoas, há a influência maligna que opera de duas maneiras:

2.1 -Ficam endurecidas, tendo a convicção de que estão em condições tão boas quanto a dos melhores cristãos professos. Seu modo de ver as coisas é tão maculado pela falta da mortificação do pecado que o que fazem não tem valor algum. Têm zelo pelo evangelho, mas acompanhado de falta de tolerância e de retidão moral. Negam a prodigalidade (abundância), mas de modo mundano; separam-se do mundo, mas vivem totalmente para si mesmas e não têm cuidado de exercer o amor benigno na terra. Ou são espirituais no diálogo e vivem de maneira vã: mencionam a comunhão com Deus e se amoldam de todas as maneiras ao mundo; vangloriam-se do perdão do pecado e nunca perdoam o próximo. Assim, com considerações como essas, essas pobres criaturas endurecem seu coração não regenerado. 

2.2 – Enganam-se a si mesmas e chegam a acreditar que, se conseguem parecer estar vivendo à altura de sua suposta condição, tudo vai bem com elas. Assim se torna bem corriqueira a grande tentação de atribuir todas as lutas da vida à religião; mesmo quando vão muito além das exigências da fé, segundo lhes parece, ainda ficam muito aquém da vida terrena.”

– trecho tirado do livro: Mortificação do Pecado – John Owen