hermenêutica

Sao apenas 13 pontos que valem a pena serem lidos e analisados! Aproveite!!!

1.¬†A B√≠blia √© a autoridade absoluta.¬†√Č imposs√≠vel interpretar a B√≠blia corretamente sem a convic√ß√£o de que toda a B√≠blia ¬†√© a Palavra de Deus. N√≥s n√£o temos o direito de rejeitar certas partes da B√≠blia porque elas se op√Ķem √†s nossas tradi√ß√Ķes, opini√Ķes, ou estilos de vida.

2.¬†O¬†Esp√≠rito Santo √© o melhor professor da B√≠blia.¬†O Senhor Jesus disse que enviaria o Esp√≠rito Santo para guiar a Igreja em toda a verdade (Jo√£o 14:26; 16:13) e sem Sua ilumina√ß√£o √© imposs√≠vel entender a B√≠blia (I Cor√≠ntios 2:14). Isso n√£o significa que em ‚Äúnome do Esp√≠rito Santo‚ÄĚ temos o direito de desviar do que est√° escrito na Palavra ou acrescentar algo a ela. Apenas o que est√° escrito na B√≠blia pode ser afirmado como doutrina. Nossos sentimentos e emo√ß√Ķes t√™m pouco valor na formula√ß√£o de uma f√© b√≠blica.

3.¬†A pr√≥pria B√≠blia √© o seu melhor coment√°rio.¬†Quando n√≥s n√£o podemos entender a interpreta√ß√£o de uma parte da B√≠blia ou queremos alargar nossa compreens√£o dela, n√≥s devemos buscar explica√ß√Ķes em outras refer√™ncias B√≠blicas.

4.¬†A B√≠blia n√£o se contradiz:¬†Portanto sempre deve haver harmonia em nossas interpreta√ß√Ķes de textos diferentes. Se nossa interpreta√ß√£o de um texto contradiz a interpreta√ß√£o de outro, ent√£o estamos errados.

5. Textos incertos [difíceis] devem ser interpretados através de textos claros [fáceis]. Aqueles textos que a interpretação não é muito clara devem ser interpretado à luz dos textos, que podem ser entendidos claramente.

6.¬†A gram√°tica determina a Interpreta√ß√£o.¬†O texto ou verso que estamos estudando tem somente uma interpreta√ß√£o correta e √© aquela na qual est√° de acordo com a gram√°tica (o que est√° escrito). Mesmo se o texto possa ter v√°rias¬†aplica√ß√Ķes,¬†ele tem¬†apenas uma interpreta√ß√£o correta¬†e √© aquela que est√° de acordo com o que est√° escrito.

7. O contexto é importante. A Bíblia é como um quebra-cabeça no qual é impossível interpretar somente uma peça sem um entendimento geral de todas as outras. Cada palavra deve ser interpretada no contexto da frase, cada frase no contexto do parágrafo, cada parágrafo no contexto do livro e cada livro no contexto da Bíblia inteira.

8. As palavras são importantes. Deus escolheu palavras para nos comunicar Sua palavra. Portanto é importante determinar o significado de cada palavra.

9. A interpretação simples é normalmente a melhor. A Bíblia não foi escrita para teólogos ou místicos, mas para o homem comum. Apesar de haver alegorias, metáforas e símbolos na Bíblia, devemos buscar a mais simples interpretação.

10. O Velho Testamento deve ser interpretado à luz do Novo. Para o Cristão, o Novo Testamento determina a aplicação do Velho Testamento em sua vida. Um bom exemplo é a doutrina do Espírito Santo. No Velho Testamento, Ele poderia ser retirado dos crentes (Sl. 51:11), mas no Novo, ele permanece eternamente com ele (João 14:16-17).

11.¬†A interpreta√ß√£o n√£o deve ir al√©m da revela√ß√£o das Escrituras.¬†O que a B√≠blia n√£o explica n√≥s devemos aceitar como um mist√©rio. Se formos al√©m ‚Äúdo que est√° escrito‚ÄĚ corremos perigo de formar falsa doutrina.

12.¬†O Objetivo √© a exegese.¬†A palavra¬†exegese¬†vem do verbo Grego¬†exegeisthai¬†[¬†ex=fora/ hegeisthai=conduzir ou guiar¬†]. Quando interpretamos as Escrituras devemos extrair o verdadeiro sentido do texto e a todo custo¬†devemos evitar¬†ler textos a qual¬†eu acho¬†que ele pode significar.¬†Devemos evitarinterpretar a B√≠blia de acordo com nossas pr√≥prias presun√ß√Ķes ou ideias preconcebidas. Nossas presun√ß√Ķes s√£o como √≥culos coloridos que destorcem nossa vis√£o das Escrituras.¬†Devemos nos esfor√ßar¬†para retirar nossos √≥culos e ver o texto como ele √©. Esse √© o maior trabalho do estudante da B√≠blia.

13.¬†Nossa interpreta√ß√£o pessoal deve ser comparada com a da Igreja.¬†Nos √ļltimos 2000 anos, te√≥logos dedicados, pastores e outros Crist√£os estudaram as Escrituras. Devemos comparar nossas descobertas com a deles. Se nossa interpreta√ß√£o n√£o √© encontrada entre os dedicados Crist√£os da hist√≥ria, possivelmente estamos errados. N√£o deveria haver ‚Äúnovas descobertas‚ÄĚ na doutrina Crist√£. Judas refere √† f√© Crist√£ com aquele que foi ‚Äúde uma vez por todas‚ÄĚ entregue aos santos (Judas 1:3). [1]

[1] n.t.: com isso Paul Washer não está dizendo que a tradição possui autoridade igual ou superior ao das Escrituras. Concordamos com a Declaração de Cambridge que diz:

‚ÄúReafirmamos a Escritura inerrante como fonte √ļnica de revela√ß√£o divina escrita, √ļnica para constranger a consci√™ncia. A B√≠blia sozinha ensina tudo o que √© necess√°rio para nossa salva√ß√£o do pecado, e √© o padr√£o pelo qual todo comportamento crist√£o deve ser avaliado. Negamos que qualquer credo, conc√≠lio ou indiv√≠duo possa constranger a consci√™ncia de um crente, que o Esp√≠rito Santo fale independentemente de, ou contrariando, o que est√° exposto na B√≠blia, ou que a experi√™ncia pessoal possa ser ve√≠culo de revela√ß√£o.‚ÄĚ

O que Paul Washer quer dizer √© que Deus deu √† Igreja mestres fi√©is as Escrituras e que devemos nos atentar ao seus ensinos. Contudo, em √ļltimo quesito, todo ensino deve ser fundamentado sobre as Escrituras e n√£o sobre a autoridade de qualquer pessoa. E da mesma forma, somente as Escrituras devem ser usadas para convencer o crente das doutrinas b√≠blicas e n√£o ‚Äúfulano disse‚ÄĚ.

by Paul Washer@

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pecado

O pecado que tão de perto nos rodeia. Já tem uma solução: a sujeição total ao Senhor através da mortificação da nossa carne. Terminei o livro sobre isso, do John Owen hoje e gostaria de postar uns conselhos práticos que são passados para aqueles que realmente desejam esta mortificação. Isso só será realmente possível através da atuação do Espírito Santo:

“Em resumo, tudo o que descrevi como sendo o nosso dever √© efetuado, executado e cumprido pelo poder do Esp√≠rito, em todas as partes e n√≠veis. Conforme segue:

1– Somente ele convence, de modo claro e pleno, o cora√ß√£o da iniquidade, da culpa e do perigo da corrup√ß√£o, da concupsi√™ncia ou do pecado a ser mortificado. Sem essa convic√ß√£o ou enquanto ela estiver t√£o fraca que o cora√ß√£o consiga resistir a ela ou absorv√™-la, nenhuma obra eficaz ser√° feita. Um cora√ß√£o incr√©dulo (como todos n√≥s temos, em parte) rejeitar√° qualquer considera√ß√£o at√© ser dominado por convic√ß√Ķes claras e evidentes. Essa obra √© exclusiva do Esp√≠rito Santo: √© ele quem convence do pecado (Jo 16.8). Somente ele pode faz√™-lo. Se as considera√ß√Ķes racionais dos homens, com a prega√ß√£o da letra, tivessem a capacidade de convenc√™-los do pecado, talvez v√≠ssemos mais pessoas convictas do que vemos agora. Pela prega√ß√£o da Palavra, vem uma compreens√£o no entendimento dos homens de que s√£o pecadores, que tais e tais coisas s√£o pecados, que s√£o culpados… No entanto, essa luz n√£o √© poderosa nem afeta os princ√≠pios pr√°ticos da alma a ponto de conformar com eles a mente e a vontade de produzir efeitos apropriados a essa compreens√£o. Por isso, homens s√°bios e cheios de conhecimento, por√©m destitu√≠dos do Esp√≠rito, n√£o acreditam que as a√ß√Ķes e as atitudes que impliquem concupsi√™ncia sejam de fato pecado. Apenas o Esp√≠rito pode realizar, e realiza mesmo, uma obra com esse prop√≥sito. √Č a primeira coisa que o Esp√≠rito faz a fim de levar √† mortifica√ß√£o toda e qualquer conscupsi√™ncia: ele convence a alma de sua iniquidade, repudia todas as desculpas, desmascara suas fraudes, acaba com suas evas√Ķes, responde a seus fingimentos, leva a alma a confessar sua abomina√ß√£o e a submeter-se a esse reconhecimento. Sem fazer isso, tudo o que segue √© em v√£o.

2– Somente o Esp√≠rito revela a plenitude de Cristo para nosso al√≠vio, considera√ß√£o que impede o cora√ß√£o de entrar em caminhos errados e em des√Ęnimo desesperador (2Co 12.8,9).

3РSomente o Espírito coloca o coração na expectativa do alívio por parte de Cristo, o grande e soberano meio de mortificação, conforme já visto (2Co 1.21,22)

4РSomente o Espírito introduz a cruz de Cristo em nosso coração com o seu poder para matar o pecado pois pelo Espírito somos batizados na morte de Cristo. 

5РO Espírito é o autor e consumador de nossa santificação. Oferece novos suprimentos e influência da graça para a santificação, quando o princípio contráro é enfraquecido e abafado (Ef 3.16-18)

6– Em todas as ora√ß√Ķes que a alma dirige a Deus nessa condi√ß√£o, tem o apoio do Esp√≠rito. De onde vem o poder, a vida e o vigor da ora√ß√£o? De onde vem sua efic√°cia para prevalecer com Deus? N√£o prov√©m do Esp√≠rito? Ele √© o “Esp√≠rito de s√ļplica” prometido aos que contemplarem aquele a quem transpassaram (Zc 12.10), que os capacita a orar com gemidos inexprim√≠veis (Rm 8.26). Este √© o grande e reconhecido meio da f√© para prevalecer com Deus. Assim Paulo lidou com a tenta√ß√£o, qualquer que fosse: “…roguei ao Senhor que o tirasse de mim” (2Co 12.8).

РQual é a obra do Espírito na oração?

– De onde e como ela nos ajuda e nos leva a prevalecer?

– O que devemos fazer a fim de desfrutar sua ajuda?

_ Esse s√£o temas que n√£o tenho a inten√ß√£o de examinar por ora… [mas reflita sobre eles]

Por John Owen _ coment√°rios em ¬ī[] = Carol!¬†

Deus abençoe!

Filho do Homem

Hoje, est√°vamos estudando o evangelho de Jo√£o, todos juntos e de repente, vimos que no cap√≠tulo 3, vers√≠culo 13, Jesus fala de si mesmo e autodenomina-se com esta express√£o: Filho do Homem. Esse √© sempre um ponto que causa muita d√ļvida, porque somos por vezes questionados acerca da divindade de Cristo baseados nesta express√£o. Mas √† noite, vendo outras coisas acerca dos “atributos de Deus” que √© outro estudo que quero postar aqui mais para frente, achei exatamente uma explica√ß√£o plaus√≠vel a este respeito, o qual transcrevo abaixo:

Podemos resumir da seguinte maneira o ensino b√≠blico acerca da pessoa de Cristo: Jesus foi plenamente Deus e plenamente homem em uma s√≥ pessoa e assim o ser√° para sempre. (…) [Acerca de sua divindade] √Č poss√≠vel encontrar outras evid√™ncias de alega√ß√Ķes de divindade no fato de Jesus denominar-se “o Filho do Homem”. Esse t√≠tulo √© empregado oitenta e quatro vezes nos quatro evangelhos, mas somente por Jesus e somente para falar de si pr√≥prio (observe, e.g., Mt 16.13 e Lc 9.18). No restante do Novo Testamento, a frase “o Filho do homem” (com o artigo definido “o”) √© empregado somente uma vez, em Atos 7.56, onde Estev√£o refere-se a Cristo como o Filho do Homem. Essa express√£o singular possui como pano de fundo a vis√£o de Daniel 7, segundo a qual Daniel viu um como um “Filho do Homem” que se dirigiu ao “Anci√£o de Dias” e recebeu “dom√≠nio, gl√≥ria, e o reino, para que os povos, na√ß√Ķes e homem de todas as l√≠nguas o servissem; o seu dom√≠nio √© dom√≠nio eterno, que n√£o passar√°” (Dn 7.13-14). √Č not√°vel que esse “filho do homem” veio “com as nuvens do c√©u” (Dn 7.13). Essa passagem fala claramente de algu√©m que teve origem celestial e recebeu dom√≠nio eterno sobre todo o mundo. Os sumos sacerdotes n√£o perderam de vista o centro desta passagem quando Jesus disse: “… desde agora, vereis o Filho do Homem assentado √† direita do Todo-POderoso e vindo sobre as nuvens do c√©u” (Mt 26.64). A refer√™ncia a Daniel 7.13-14 era indubit√°vel, e o sumo sacerdote e seu conselho sabiam que Jesus estava alegando ser o governante eterno do mundo, aquele de origem celestial mencionado na vis√£o de Daniel.

Texto extraído de Teologia Sistemática РWayne Grudem, p.450