incompreensão

Por mais esforço que minha mente graciosamente nova e brilhante tente fazer, é impossível compreender de fato Deus. Ontem fechamos um ciclo em nossa igreja, por alguns motivos (finaceiros é um deles), não teremos mais cultos no mesmo lugar, mas o incrível foi que nestes seis meses de retorno a Rússia, Deus falou em sequência profundas verdades e profundos tratamentos em nossas vidas. Particularmente fui moída como uma cana “véia” e nem tem mais “caldim” neste bagaço. Deus fez. Operou. E enfim fechamos uma etapa. Ainda não com sucesso e louvor das almas, mas ao menos, amados irmãos leitores, não perdermos a nossa própria (creio que posso falar em nome da igreja). E o mais incrível é que Deus não está nem 10% desvendado, o grande mistério continua. Não conseguimos compreender tamanho amor mesmo em meio as maiores tempestades e revoluções mentais pelas quais temos passado. Deus é infinitamente (e não compreendemos sequer o peso do que seja infinito) maior do que pensamos. E o que Ele pensa de nós também é infinitamente maior. Sinto muito, quando tenho estes momentos de sobriedade, e me dou conta de que me importo com pouco, achando que perdi muito. Sinto profundamente quando me dou conta de que não sinto nada do que realmente deveria sentir e que sou uma tremenda egoísta vivendo para e pelo os meus próprios deleites. O Senhor tem batido a porta e eu ainda estou olhando do olho mágico.

Não consigo entender porque tamanho amor! Ouvi algo tão lindo, tão perfeito: Deus não aceitou habitar em nenhum templo feito por mãos humanas, mas Ele mesmo, inteiro, Deus, veio habitar no homem que Ele criou com suas próprias mãos. Maior perfeição não há. Na maior imperfeição existente: o homem caído. Incoerente. Paradoxal. Incompreensível. Incomparável. Impressionante. Ele. Deus.

Não há forças para amá-lo como Ele merece. Mas há toda vida e força que Ele possa querer: TUDO. Estou apaixonada pela forma como Ele se revelou a mim e a minha família nestes seis meses. Mesmo com tamanha rigidez deste pobre coração.

Sempre valerá a pena.

Sempre.

incompreendamos…

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a pena não vale

Já falei muito sobre isso aqui. Mas acredito que valha a pena falar mais algumas e muitas “algumas” vezes… Não vale a pena. O quê? Muita coisa. Não vale a pena. Tento pensar isso para mim mesma quase todos os dias. Estressar-se, preocupar-se, ansiar, chorar, magoar, perdoar, são problemas internos que vivemos lutando contra, mas repito: Não vale a pena. Preciso interiorizar isso o mais profundo que eu posso até alcançar a raiz. O âmago.

Sabe, lembrando de alguns momentos que vivi nesta vida louca, perdi muita energia com coisa sem importância e não gastei nenhuma naquilo que hoje mais me faz falta. Sei que Deus tem todos os meus dias em Suas mãos e que no final, tudo contribuiu para o meu bem, mas vejo que se tivessem duas reais possibilidades para os acontecimentos, eu sempre escolhi os que mais me prejudicaram. Está bem, está bem… Dizem que no fim adquiri experiência. Pois é. Muita. Ou seja, agora tenho muita reserva. Mas continuo errando. Acho que sempre vou errar. E sempre vou gastar energia. Faz parte da minha personalidade. Mas acredito que posso alterar o foco. 

Vivemos em um mundo tão complicado que trazemos isso para dentro do cristianismo também. Só complicamos o que Jesus veio para descomplicar. Tenho mais tristezas e “inimizades” dentro deste círculo do que fora dele. Não que sejam ou fossem provocadas diretamente por mim, mas quando nos tornamos “cristãos” também nos tornamos menos tolerantes com os erros dos outros. Falo por mim. Não tolero. ´Difícil. Mas aí, caimos do cavalo quando somos nós que precisamos receber a tolerância, e também não recebemos, sendo assim, vivemos em dificuldade. Não só de mudança de caráter, mas de aceitação pessoal e social.

Trabalhei em um lugar que eu tinha que ficar sempre séria. Sem expor pessoas ou dados acerca da empresa… Mas todos do setor podiam se ver quase que o tanto de horas que costumavamos passar na empresa. Se alguém estava enrolando, ou conversando, ou demonstrando não atividade, todos poderiam ver. No meu início na empresa, o diretor me ligava quase todo dia e perguntava porque eu estava com a cara arreganhada (rindo), se estava me faltando trabalho, e eu, trêmula dizia que não, que estava tudo bem e que continuaria o trabalho, dessa vez, séria. E assim foi até o dia em que uma amiga minha entrou na empresa e tinha os dentes como dois mentex. Ria tanto para todo mundo, mas o engraçado é que ninguém brigava com ela. Fato que eu pensei em racismo né… mas enfim… esqueçamos isso… De qualquer forma, ela vivia rindo e isso foi até bom para ela… E eu, se risse, era chamada atenção. De fato, percebi que quanto menos eu ria, mais produtividade eu tinha e melhor eu me saía, então adotei este método para todas as minhas atividades…. Que pena.

Complicado demais viver naquele ambiente. Mas sabe, ainda era melhor do que vivo na prática certas vezes. Em teoria, jamais poderia mencionar isso, mas na prática é verdade. Sigo dizendo que somos falíveis, visíveis, desprezíveis e chatos. O mundinho ovo gospel que se molda como o mundo é chato. Eu sou chata, muito. E por isso não melhoramos como corpo de Cristo, como Igreja. Porque temos termômetros de tolerÂncia (como na empresa, ela tinha, eu não), somos seletivos, somos mesquinhos, somos fracos, somos degradantes, somos carnais e por isso não saímos da mamadeira.

Treinemos, ou melhor, treinarei a outra face, o sorriso leve e a ajuda sem qualquer pretensão de retorno. Porque afinal de contas, rindo ou não, a pena, não vale.

_ acho que ficou muito ruim. mas desconexado que é, também está minha mente e coração.

pazES.

momentos

Tem uns momentos na vida da gente que são difíceis de esquecer. Outros momentos são difíceis demais de lembrar. Como por exemplo momentos em que não tive nenhuma preocupação na mente. Nada, absolutamente, nem mesmo com a espinha que nasceu na ponta do nariz no meio da noite. Existem momentos curtos e momentos longos demais. Passo por exemplo por um momento que fará dois anos. Existem momentos momentâneos ( isso mesmo ) e momentos intensos. Aqueles que chegam a menos vinte graus em um abrir e fechar de portas. Existem momentos rápidos, como um passeio de metro e momentos longos, como a primeira aula de russo que você sai chorando… Momentos de prazer e momentos de tensão…. Ai, momentos… Somos seres que vivemos de momentos. Mais tristes que felizes para alguns, mas não importa, temos que estar passando por alguma situação para nos mantermos ou nos sentirmos vivos.

Se fosse explicar o momento que vivo seria difícil descrever. Não estou infeliz, insatisfeita, inconseqüente, implicante, arrogante, agoniada, antipática, deprimida, nem nada disso. Estou num momento NADA. Momento inerte. Acordo, abro os olhos, agradeço o dia, saio, estudo ou trabalho, malho, como, volto, deito e durmo. Isso. Rotina. Até hoje, vinte e cinco anos depois ainda não sei se a rotina é que me destrói, mas sei que dentro dela não costumo pensar, só respiro.

Estou escrevendo porque existe uma expectativa bem lá dentro do depois do momento nada. Normalmente ele é seguido do momento TUDO e ai o bicho pega. Precisaria de todos os meus amigos residentes para estudar o caso. Dessa vez entendo que o momento tudo chegará. Mas estou apreensiva porque não gostaria que fosse logo. Oro por isso. Mas sei que ele chegará e trará Olívia. Não vai demorar. No fim do mês. Enquanto isso: inspira/respira!

areia

Há uma música de criança que diz…

Nao, nao, construa sua casa na areia
Nao, nao construa na beira do mar
Mesmo que pareça chique
É impossível que ela fique
A tempestade a vai derrubar
A Rocha é o lugar de construir
Um alicerce forte que nao vai cair
As tempestades vão e vem
Mas a paz em Cristo tu tens!

Depois que eu ouvi um podcast do Vineyard sobre relacionamentos, tenho constantemente lembrado desta música e das minhas relações com as pessoas. Para quem realmente conhece a Carol, sabe que sou uma pessoa muito intensa de sentimentos, ações, pensamentos, que tudo o que eu faço é sempre cheio de vontade e se nao há tanta vontade assim, sinal de que nao é a Carol que está fazendo, e sim, uma impostora dentro dela. E aí é que eu percebi que atualmente nao tenho tido muito espaço para ser Carol. Acho que isso está me causando nóias. Minhas relações estão sendo construídas na areia. Hoje em dia sou especialista em decifrar humor ou ruídos através dos meus cliques. Você pode até dizer que é um vicio, mas se morasse na Rússia eu queria ver se falaria… Kkkk (nao quis ser esnobe, por favor)…

Ate mesmo com os russos, falamos, brincamos, jogamos, tudo por este meio aqui tão frio. E aí quando os encontro pessoalmente, nem eu, nem os russos, conseguimos estabelecer nenhum dialogo. Que coisa mais estúpida. Minhas alegrias sempre se frustram e nos acostumamos com essa relação que nem sazonal mais é.

Decidi, desde o momento em que ouvi aquele podcast, que nao construirei ou manterei mais nenhuma relação minha neste âmbito. Porque no final o drama modeon fica ligado aqui no acelerator e nao há nada que ninguém mais possa fazer.

O melhor é usar este meio para o que lhe cabe…. Informar, polemizar e trocar recados… Kkk o resto… O resto é viver a vida de verdade!

Peace paz мира

mortificação 1

“Existem dois males que certamente acompanham todo cristão professo, mas não mortificado: o primeiro relaciona-se com ele mesmo, e o outro diz respeito às outras pessoas.

1- Em relação a si mesmo

O cristão pode fingir quanto quiser e não levar a sério o pecado, pelo menos não os pecados que o enfraquecem diariamente. A raiz de uma vida não mortificada é a assimilação do pecado sem senti-lo amargo no coração. Quando alguém ajustou a imaginação para uma espécie de apreensão da graça e da misericórdia que o torna capaz de engolir e ingerir pecados diários sem sentir amargura , chegou à beira do abismo de transformar a graça de Deus em lascívia e de ser endurecido pela engenhosidade do pecado. Além disso, não existe no mundo maior prova de coração falso e impuro do que imaginar semelhante coisa. Usar, como desculpa para tolerar o pecado, o sangue de Cristo, dado para nos purificar (1Jo 1.7; Tt 2.14);  a exaltação de Cristo que visa levar-nos ao arrependimento (At 5.31); a doutrina da graça que nos ensina a negar toda a impiedade (Tt 1.11,12), é rebelião que nos esmagará os ossos. 

Por essa porta tem saído a maioria dos cristãos professos que cometeram apostasia nos dias que vivemos. Durante algum tempo, a maioria deles tinham convicções que os levavam a cumprir seus deveres e a fazer a profissão de fé. Assim, “tendo escapado das contaminações do mundo por meio do conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo (2Pe 2.20), mas após algum contato com a doutrina do evangelho e cansados de cumprir deveres paraos quais não possuíam graça, a permitir-se numerosas negligências. Uma vez que esse mal tomou posse deles, rapidamente caíram na perdição. 

2- Em relação às outras pessoas, há a influência maligna que opera de duas maneiras:

2.1 -Ficam endurecidas, tendo a convicção de que estão em condições tão boas quanto a dos melhores cristãos professos. Seu modo de ver as coisas é tão maculado pela falta da mortificação do pecado que o que fazem não tem valor algum. Têm zelo pelo evangelho, mas acompanhado de falta de tolerância e de retidão moral. Negam a prodigalidade (abundância), mas de modo mundano; separam-se do mundo, mas vivem totalmente para si mesmas e não têm cuidado de exercer o amor benigno na terra. Ou são espirituais no diálogo e vivem de maneira vã: mencionam a comunhão com Deus e se amoldam de todas as maneiras ao mundo; vangloriam-se do perdão do pecado e nunca perdoam o próximo. Assim, com considerações como essas, essas pobres criaturas endurecem seu coração não regenerado. 

2.2 – Enganam-se a si mesmas e chegam a acreditar que, se conseguem parecer estar vivendo à altura de sua suposta condição, tudo vai bem com elas. Assim se torna bem corriqueira a grande tentação de atribuir todas as lutas da vida à religião; mesmo quando vão muito além das exigências da fé, segundo lhes parece, ainda ficam muito aquém da vida terrena.”

Рtrecho tirado do livro: Mortifica̤̣o do Pecado РJohn Owen