chorando

Alguém se importa? Não existem lágrimas aparentes. Elas estão dentro. Da alma. Da carne. Do espírito. Sim, estou chorando desesperadamente. Pela perda de grandes propósitos e significados. No meio de dramas intermináveis. Madrugadas densas. Pensamentos distantes. Estou de partida desta terra. Breve. Teoricamente breve. Mas o que importa é que independente do choro ser de alegria ou não, terminei um ciclo. Saio daqui sabendo exatamente porquê voltar. Saio hoje da Russia sabendo especificamente o propósito do retorno. E, ainda que possam achar algum valor em mim, eu sei que não tenho nenhum e que Deus usaria qualquer outra pessoa se lhe fosse apraz, neste denso período tentei umas das coisas mais difíceis do mundo: ser quem não sou. Tentei a todo custo me amoldar e agradar às pessoas ao meu redor por achar que era errado eu ser assim. Perdi. Só eu perdi. Existem coisas no seu caráter que notoriamente precisam ser podadas para um bom crescimento cristão, mas existem coisas que fazem parte da sua personalidade e, uma vez cortadas, atrofiam a alma. Assim que me senti, atrofiada. Pensando na mente dos outros. Todo mundo erra. Errei nisso. Admito o erro. Mudo o rumo. Possibilidade de acertar. 

Alguns pontos para não chorar mais:

– Eu penso diferente.

– Eu sinto diferente.

– Eu vejo diferente

– Eu gosto diferente

– Eu cheiro diferente

– Eu cozinho diferente

– Eu como diferente

– Eu malho diferente

– Eu corro diferente

– Eu falo diferente

– Eu raciocino diferente

EU SOU DIFERENTE

Por muito tempo ser diferente na minha cabeça era um tabu. Não mentirei: ainda é. Não acho que as pessoas me aceitem assim. Desde que eu nasci, Deus deve ter pensado em criar algo diferente, algo que aparentemente (na minha visão), as pessoas só gostem nos primeiros encontros. Depois jogam fora. Não gosto de relações por isso. Não consigo mantê-las. Que paradoxo ser missionária. Talvez Deus queira me ensinar algo. E eu só choro e não enxergo.

Começo do principio de tudo: diferenças. Nasci em um ambiente diferente, estudei mais loucamente ainda, morei diferente de todos os meus grupos sociais, e espiritualmente sou chamada a isso. Então, aceitarei. Já que é difícil eu enxergar que alguém o faça por mim.

aceitemos.

ps.: ser diferente não é legal, mas aprende-se.

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