religiosidade…

…é igual a mau hálito. Todo mundo sente, só você que não.

Estava ouvindo uma pregação da Helena Tanure e falou exatamente sobre tudo o que tenho pensado e escrito. 

Sabe, quando aceitamos a Jesus Cristo como verdadeiro Senhor e Salvador, no começo não entendemos verdadeiramente o que isso significa. Apenas sabemos que queremos “mudar de vida” e sermos pessoas melhores, talvez. Não sei ao certo qual foi a sua motivação, qual foi o ponto que Deus tocou em você e que te fez perceber que as coisas na sua vida precisavam mudar e mudar de verdade. Mas a grande questão é que quando aceitamos a Jesus, o cristianismo, a primeira coisa a que somos apresentados é a forma pela qual devemos viver a partir de então. Por isso, somos discipulados, ou seja, somos educados segundo os princípios bíblicos e iniciamos uma caminhada baseados nestes princípios. Começamos a enfraquecer na fé, e aprendemos o sentido de orarmos e jejuarmos por nossa santificação e entendemos que mudamos, mudamos sim, mas que ainda dependem de nós muitos esforços. Só que o cristianismo não é uma mudança como em outras religiões nas quais você aprende os preceitos básicos e passa a viver por eles, se tornando assim um religioso daquela “cultura”. O cristianismo tem os seus princípios, mas ele tem algo além: o Espírito Santo. É Deus CONOSCO a todo tempo, tornando as coisas novas a cada dia. E, se não vivermos por e com Ele, caimos na desgraça de nos tornarmos apenas seguidores de regras. Religiosos. Fariseus. Este é o meu ano de descoberta farisaica. Não tenho mesmo conta de quanto já ouvi e vi no meio “cristão”, nasci neste meio e por mais que quisesse sair dele  por muitas vezes, eu não conheço outra vida que não gire em torno dos padrões cristãos de comportamento. Pelo menos não até me tornar uma missionária, com aspas gigantes. Como somos guiados pela burocracia gospel. Que que isso! E quando as lutas vem, nos tornamos crianças perdidas em uma tempestade de areia… Nos sentimos vazios, ainda que tenhamos seguido toda receita de bolo – maná que recebemos. Existe algo além. Precisamos viver verdadeiramente. E foi para a vida (eterna) que fomos chamados. Para dinâmica. Mas por insegurança, queremos ficar estatícos, cumprindo protocolos. 

A grande questão é que a religiosidade nos cega e nos torna insensatos. Eu estou insensata neste momento. A cada dia tenho descoberto mais e mais defeitos de caráter profundos que não estavam ali (pelo menos não perceptivelmente) até dias atrás. Precisamos de uma reciclagem todos os dias. Não somos nada sem a mão de Deus. Sabe², antes da Helena, fui, corajosamente, ouvir uma paletsra do Dalai Lama (até que minha mente pesou porque ouvi minha consciência dizer: você está de saco cheio de pregações e para ouvir este senhor vagaroso uma hora e meia falando de igualdade religiosa [tema completamente anti-biblico] você está ai com essa cara de intelectual cult né?), EN-FIM, ouvindo este homem, percebi mais uma vez que os ímpios tem mais boa moral que nós, que eu, cristã. O otimismo conduz as suas vidas. São pessoas que procuram viver por algo melhor, sempre pensando nos outros. E olha que eles não terão uma vida eterna, eles mesmos sabem disso. Então, para que vivem? Qual a motivação de serem pessoas melhores? Isso eu me pergunto… Caroline… Por que no nosso meio não há qualquer esforço em ser melhor, senão pelos outros, por nós mesmos?

Precisamos, eu preciso, fazer esforços. O cristianismo exige a mudança. Ou melhor, para ser cristão legítimo é necessário romper com a carne. Só que se esperarmos sempre uma força sobrenatural para isso, não conseguirá. Para pecar não precisamos nos esforçar, é a nossa natureza, mas para sermos santos sim. 

santifiquemo-nos

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