a pena não vale

Já falei muito sobre isso aqui. Mas acredito que valha a pena falar mais algumas e muitas “algumas” vezes… Não vale a pena. O quê? Muita coisa. Não vale a pena. Tento pensar isso para mim mesma quase todos os dias. Estressar-se, preocupar-se, ansiar, chorar, magoar, perdoar, são problemas internos que vivemos lutando contra, mas repito: Não vale a pena. Preciso interiorizar isso o mais profundo que eu posso até alcançar a raiz. O âmago.

Sabe, lembrando de alguns momentos que vivi nesta vida louca, perdi muita energia com coisa sem importância e não gastei nenhuma naquilo que hoje mais me faz falta. Sei que Deus tem todos os meus dias em Suas mãos e que no final, tudo contribuiu para o meu bem, mas vejo que se tivessem duas reais possibilidades para os acontecimentos, eu sempre escolhi os que mais me prejudicaram. Está bem, está bem… Dizem que no fim adquiri experiência. Pois é. Muita. Ou seja, agora tenho muita reserva. Mas continuo errando. Acho que sempre vou errar. E sempre vou gastar energia. Faz parte da minha personalidade. Mas acredito que posso alterar o foco. 

Vivemos em um mundo tão complicado que trazemos isso para dentro do cristianismo também. Só complicamos o que Jesus veio para descomplicar. Tenho mais tristezas e “inimizades” dentro deste círculo do que fora dele. Não que sejam ou fossem provocadas diretamente por mim, mas quando nos tornamos “cristãos” também nos tornamos menos tolerantes com os erros dos outros. Falo por mim. Não tolero. ´Difícil. Mas aí, caimos do cavalo quando somos nós que precisamos receber a tolerância, e também não recebemos, sendo assim, vivemos em dificuldade. Não só de mudança de caráter, mas de aceitação pessoal e social.

Trabalhei em um lugar que eu tinha que ficar sempre séria. Sem expor pessoas ou dados acerca da empresa… Mas todos do setor podiam se ver quase que o tanto de horas que costumavamos passar na empresa. Se alguém estava enrolando, ou conversando, ou demonstrando não atividade, todos poderiam ver. No meu início na empresa, o diretor me ligava quase todo dia e perguntava porque eu estava com a cara arreganhada (rindo), se estava me faltando trabalho, e eu, trêmula dizia que não, que estava tudo bem e que continuaria o trabalho, dessa vez, séria. E assim foi até o dia em que uma amiga minha entrou na empresa e tinha os dentes como dois mentex. Ria tanto para todo mundo, mas o engraçado é que ninguém brigava com ela. Fato que eu pensei em racismo né… mas enfim… esqueçamos isso… De qualquer forma, ela vivia rindo e isso foi até bom para ela… E eu, se risse, era chamada atenção. De fato, percebi que quanto menos eu ria, mais produtividade eu tinha e melhor eu me saía, então adotei este método para todas as minhas atividades…. Que pena.

Complicado demais viver naquele ambiente. Mas sabe, ainda era melhor do que vivo na prática certas vezes. Em teoria, jamais poderia mencionar isso, mas na prática é verdade. Sigo dizendo que somos falíveis, visíveis, desprezíveis e chatos. O mundinho ovo gospel que se molda como o mundo é chato. Eu sou chata, muito. E por isso não melhoramos como corpo de Cristo, como Igreja. Porque temos termômetros de tolerÂncia (como na empresa, ela tinha, eu não), somos seletivos, somos mesquinhos, somos fracos, somos degradantes, somos carnais e por isso não saímos da mamadeira.

Treinemos, ou melhor, treinarei a outra face, o sorriso leve e a ajuda sem qualquer pretensão de retorno. Porque afinal de contas, rindo ou não, a pena, não vale.

_ acho que ficou muito ruim. mas desconexado que é, também está minha mente e coração.

pazES.

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