contentamento e nojo

O post “niil” deu um problema danado com a minha família. Na verdade o que eu gostaria é que as pessoas não achassem que fui eu, a menina cheia de conflitos, que tivesse escrito isso. Mas que lessem os posts e comentassem friamente, se colocando no lugar de quem escreveu, ou pelo menos do objeto que está sendo descrito no texto. Não somos bonzinhos, e eu sei que escandaliza tanto certas “verdades” porque é a mais pura verdade que não conseguimos admitir. Não somos humildes em admitir que não cremos em Deus cem por cento do nosso dia, que não o buscamos de todo o coração, que podemos muitas vezes ter dúvidas acerca da sua existência e que o nosso coração é movido quase sempre por motivações egoístas. Ninguém está salvo disso. Somos humanos. Como cães treinados, queremos recompensa. O grande mau é que não nos contentamos. Afinal o que é o contentamento. Contentar-se de contente. Sempre amei esta frase, mas nunca entendi o que ela significava até me converter.

Contente-se. Seja contente. Não queira mais do que já tem. E o que vier, venha de graça: ou seja, IMERECIDAMENTE. E ai você se torna contente de novo. Mas quantos de nós estamos realmente contentes? Temos a ousadia de subir num pulpito: PRESTEM ATENÇÃO, NÃO ESTOU FALANDO MAL DE TESTEMUNHOS. Mas subimos para testemunhar que por causa da minha santidade e do preço que paguei DEUS me recompensou com isso, aquilo, aquilo outro. AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA PORCA HUMANIDADE. Uma vez, meu pastor falou: Acaso a sua santidade é recompensada? Que preço que pagamos que deva ser pago a nós que já não foi pago?

E por isso nos escandalizamos, porque achamos que realmente temos que receber ALGO em troca. Somos realmente cães treinados. Por dois motivos: porque sempre esperamos recompensa e porque gostamos de comer vomito.

Repito: continue lendo friamente. Faça uma auto-analise das suas motivações. Você vai porque quer? Ou porque se sente em um dever moral de faze-lo. Deveres morais são bons e essenciais, mas para motivação cristã, é melhor então escolher ser budista.

Meu pai deve ter ficado com os “cabelo em pé” e ai decidiu me mandar um texto sobre humildade. Confesso que isso me deixou mais preocupada com minha vida. Mas lendo o texto fiquei mais tranquila. Não que eu não seja humilde, porque estou em busca disso, ainda não sou, mas porque sem humildade, ou o conflito para conquista-la, não conseguiremos ser plenamente cristãos. Ai está a chave de toda coisa. Somos sempre tão orgulhosos. O nosso ego se fere e porque a igreja não é como eu idealizo que fosse, não quero. Nunca foi sobre o que queriamos ou pensavamos, senão seriam como os cultos a Baco, certamente. Imagina se o culto fosse uma pitada de como cada membro quisesse. Só queremos criticar. Nisso somos mestres. E aí percebemos, que não somos humildes. Não aceitamos que podemos estar errados para o próprio Deus. Quanta petulância. Quanto nojo. Eu sou assim, muitaas vezes. Mas prometo, vou mudar.

O ultimo comentário sobre Nietzsche, prometo: Ele estava indo quase bem, mas se reconhecesse que era pecador (este ato humilde), certamente veria que não poderia viver sem Deus-, e que precisaria de um Deus, e talvez tudo fosse diferente em sua vida. Senti pena dele, porque por causa de nós, cristãos do século 18-19, N blasfemou o nome de Deus. Porque nós não damos testemunho de humildade, os russos e chineses blasfemam o nome do nosso Deus. Por causa de nós. Nojo. Profundo Nojo.

 

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