um deus desconhecido

Acho que compreendo quando Nietzsche falou que Deus morreu. Primeiro de tudo antes de dizer que ele era ateu declarado, contra todas as tendências, acredito que ele passou por uma crise existencial muito profunda, que todos os cristãos que realmente estão interessados em viver esta loucura (não há palavra melhor para descrever, sábio Paulo) vivem. Até mesmo os  seus atos mais malcriados eu consigo entender, e isso que me move mais a conhecer o Evangelho. Nietzsche se achava superior porque contra o cristianismo, ou você se submete totalmente e se torna servo, ou você vive em um ambito diametralmente oposto a ele, e se sente superior, considerando todos os outros como meros humanos que necessitam de um deus para continuarem vivendo e justificando seus erros. Não acho muito diferente o momento que ele vivia do momento que vivemos. Longe, bem longe de começar a criticar a “igreja” de hoje em dia ( já existem especialistas demais na área), preciso entender que sofremos de algo que ele gostou de chamar morte de Deus, e eu gosto de pensar que é algo como a morte de Deus rsrsrs. Mas ouvi algo que me fez repensar. De fato Nietzsche falou sobre a morte de Deus, mas de um deus criado e dogmatizado na mente dos fiés do século 18. As pessoas, mais profundamente do que nos sentimos confortáveis em pensar, tinham a profunda necessidade de religião, porque eram medíocres demais para pensarem por si mesmas. Ou ainda, para viverem por si mesmas. Mas não egoistamente, e sim viver COM DEUS VERDADEIRO por si mesmas. Não descarto a importância da Igreja para a criação de uma comunidade de pessoas que vivem verdadeiramente para o Deus Verdadeiro, mas neste caso, a igreja que falamos aqui é parecido com o que vemos hoje, ela dita as regras e você pelo grau de obediencia obedece.

Sem falar contra a igreja catolica, mas entendendo que esta igreja POSSUI até hoje este dogma, A IGREJA ESTÁ ACIMA DA PALAVRA. E é nisso que temos nos transformado. Até mesmo os antigos protestantes já deram o braço a torcer e estão vivendo na esfera clerical de que a palavra do sacerdote é a direta palavra de Deus e a bíblia se torna um guia para os entendidos com o intuito de não ficarmos tão perdidos no meio do caminho. Estamos re-inventando um Deus de promessas, milagres, maravilhas, um curandeiro que já levou sobre si as nossas enfermidades e então não podemos nem ser doentes mais. Alguém que nos fará prósperos se semearmos bem (muito fácil pensar assim não é?), alguém que nos ama e que sente ciumes de nós. Nosso servo: deus. Eu tenho nojo de viver muitas vezes porque é assim que me comporto. Nojo desse povinho que fica “evangelizando” nas mídias sociais, mas que a vida é tão porca quanto as coisas que escreve. Re-inventamos o nosso deuzinho virtual. O Deus da bíblia antes de Mateus é muito mau, hoje vivemos pela graça. Então, como minha carne é fraca, vamos pecar. E além do mais, sou seu líder, não discuta comigo. VALORES PERDIDOS. GERAÇÃO PORCA E POBRE. Deus morreu! Sim, esta afirmação nunca esteve tão forte no meu coração. O Deus verdadeiro continua vivo, mas nós temos seguido e insistido em seguir o deus que morreu e que faz sempre aquilo que no fundo, no fundo, nós queremos, ou seja, um defunto não faz nada. Abrir mãos dos sonhos e planos? NINGUEM FAZ ISSO HOJE. SOMOS TÃO HIPOCRITAS. Nojo. Profundo. Só pensamos em nós mesmos e dane-se o resto. MENTES PEQUENAS. Pensamos pequeno, por isso somos este povinho evangélico ridicularizado em todas as mídias. Queremos festa, videiras, levantar a mãozinha para o alto e dar uma reboladinha “santa”. Mas viver para um Deus sério, pensando que se vivermos para esta vida somos os mais miseráveis deste mundo, ah, isso dá trabalho.

Será que conseguiriamos pensamos ultra 5% de cérebro que usamos, aqueles que usam… Talvez o SUper-homem que Nietzsche também fala em seus escritos não seja uma raça superior de seres humanos (arianos), como Hitler aproveitou para dominar. Mas sim, pessoas que pensem acima da rodinha domingueira e costumeira depois de um mover suado e embolorado no qual atuamos domingo após domingo? Onde está a fé racional que nos impulsiona a usar ID, Ego e Superego especialmente para serem dominados pelo Deus verdadeiro. Ainda não conhecemos a Deus. Somos pendulantes em todas as ações. Somos baixos, mesquinhos e pequenos. Pecadores. Se eu fosse Deus já teria acabado com o mundo de novo, mas dizer isso é uma petulância enorme, porque significa dizer que se eu estivesse no lugar de Deus faria melhor (no meu juizo) do que Ele está fazendo. Prova da pequenez.

Meus textos já não fazem mais sentido. E ao mesmo tempo não conseguem ter um fim. Não há conclusão plausível para este problema entre nós e Deus. Estamos piores que o Satanás. Pelo menos o cara foi sincero na sua busca por realização e poder. Nós, nos escondemos por tras de um deus morto. E insistimos em dizer que este, é por nós.

Atos 17.23: Pois passando eu e vendo os vossos santuários, achei também um altar em que estava escrito: AO DEUS DESCONHECIDO. Ora, esse que vós honrais sem conhecer, é o que eu vos anuncio. 

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