Filho do Homem

Hoje, estávamos estudando o evangelho de João, todos juntos e de repente, vimos que no capítulo 3, versículo 13, Jesus fala de si mesmo e autodenomina-se com esta expressão: Filho do Homem. Esse é sempre um ponto que causa muita dúvida, porque somos por vezes questionados acerca da divindade de Cristo baseados nesta expressão. Mas à noite, vendo outras coisas acerca dos “atributos de Deus” que é outro estudo que quero postar aqui mais para frente, achei exatamente uma explicação plausível a este respeito, o qual transcrevo abaixo:

Podemos resumir da seguinte maneira o ensino bíblico acerca da pessoa de Cristo: Jesus foi plenamente Deus e plenamente homem em uma só pessoa e assim o será para sempre. (…) [Acerca de sua divindade] É possível encontrar outras evidências de alegações de divindade no fato de Jesus denominar-se “o Filho do Homem”. Esse título é empregado oitenta e quatro vezes nos quatro evangelhos, mas somente por Jesus e somente para falar de si próprio (observe, e.g., Mt 16.13 e Lc 9.18). No restante do Novo Testamento, a frase “o Filho do homem” (com o artigo definido “o”) é empregado somente uma vez, em Atos 7.56, onde Estevão refere-se a Cristo como o Filho do Homem. Essa expressão singular possui como pano de fundo a visão de Daniel 7, segundo a qual Daniel viu um como um “Filho do Homem” que se dirigiu ao “Ancião de Dias” e recebeu “domínio, glória, e o reino, para que os povos, nações e homem de todas as línguas o servissem; o seu domínio é domínio eterno, que não passará” (Dn 7.13-14). É notável que esse “filho do homem” veio “com as nuvens do céu” (Dn 7.13). Essa passagem fala claramente de alguém que teve origem celestial e recebeu domínio eterno sobre todo o mundo. Os sumos sacerdotes não perderam de vista o centro desta passagem quando Jesus disse: “… desde agora, vereis o Filho do Homem assentado à direita do Todo-POderoso e vindo sobre as nuvens do céu” (Mt 26.64). A referência a Daniel 7.13-14 era indubitável, e o sumo sacerdote e seu conselho sabiam que Jesus estava alegando ser o governante eterno do mundo, aquele de origem celestial mencionado na visão de Daniel.

Texto extraído de Teologia Sistemática – Wayne Grudem, p.450

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