palavras

Lendo a biografia de alguns homens de Deus do passado, percebo a mesma coisa em todos eles: eram homens de oração. Além de exímios leitores da Palavra de Deus. E tudo isso, possibilitando tempo para construírem suas famílias, terem muitos e muitos filhos e ainda se destacarem na sociedade (alguns deles) por suas profissões liberais conciliadas ao Evangelho. 

Diante do que li, me envergonho da minha geração e de mim mesma. Me envergonho de como somos crentes de palavras vãs e repetidas de outrem. De como estamos atrás das facilidades do derramar de “unção”. De como não somos capazes de dobrar nossos joelhos para por apenas uma hora por dia estar diante do Senhor e estabelecer algum relacionamento com Ele. Agora mesmo, enquanto eu escrevo esse post, fico me perguntando a motivação para tal… Sei que não muitos leem este blog, e na verdade faço-o mais de um diário “espiritual” de coisas que tenho visto por ae, mas sei que fará alguma diferença a alguém que por curiosidade passar aqui para ver o que tenho a expressar. 

Estou triste. Geração de adoradores? Geração extravagante? Moveres emocionais, vazios, sem Espírito. Eu mesma estava virando uma crítica não só dessas gerações, mas de tudo o que se opõem ao verdadeiro evangelho. Quando na verdade deveria ajudar, como os Luternos, Wesleys e Eduards do passado fizeram, a re-construir um verdadeiro (e único) caminho para a nossa salvação. 

Por que criamos tantos mecanismos à nossa fé? O evangelho deixou sua simplicidade para atos proféticos e promessas nesta vida… Triste, triste, triste… Usamos a palavra de uma forma tão distorcida, tão decadente. E ainda acreditamos que estamos bem: prova maior de que somos os piores… Diante de Deus nenhuma alma fica em paz pelo seu modo de viver! Não somos capazes de abrir mão definitivamente nem de uma porcaria de facebook, ou da compania de amigos queridos, sim porque até os seus amigos não são mais importantes que Jesus. Ficamos atrás de migalhas como porcos… Queremos resto… E achamos que isso é derramar do Espírito. Não temos o Espírito! Quando com a cara mais lavada, saimos de um culto de mover e temos coragem de “santamente” envolver-nos em conversas tolas e fúteis, sem contar as de cunho malicioso. E esquecemo-nos que há uma hora atrás sentimos a nona vértebra estremecer com a “presença”. Somos tão hipócritas. Tão modistas. Não canso de lembrar de umas palavras que diziam que “Jesus é o nosso brother”, acho que vou me lembrar disso para sempre enquanto eu viver. Quando ouvi pela primeira vez achei ridículo, mas logo depois veio um misto de: “nossa que intimidade com Jesus” + “que ousadia na palavra”. Hoje entendo a meninice desta frase, que só expressa o significado de um relacionamento superficial. Eu mesma não conheço a Deus como deveria e gostaria (imensamente), mas essa simples frase: “Jesus é o nosso brother” demonstra a que categoria relacional subjulgamos o nosso Deus. A um mero brother! A um irmão. 

Quero parar de escrever porque estou perdendo tempo demais aqui… E o objetivo é não deixar que nada se perca. 

Que a nossa alma, ao buscarmos salvar o mundo, não se perca. (Pois, que adianta ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma? Marcos 8.36)

palavras, apenas, palavras.

orações, apenas: REVOLUÇÃO!

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