escuridão

imersa na mais densa treva que pode existir: meu próprio coração!

Quando ficamos cara-a-cara com o que existe de mais sujo que há em nós, entendemos porque dependemos de DEUS em cada pedaço do nosso ser. Eu tenho profunda dificuldade de acreditar nas pessoas, talvez isso seja bom porque a Palavra nos pede para não confiar nos homens, mas enquanto questão social é péssimo. Não acredito nas boas intenções das pessoas. Provérbios dizem que há lugares que ficaram cheios dessas boas intenções. Acredito em sua palavra seguida de suas ações que condizem. Quando as duas se confrontam, se tornando contrárias, eu não acredito nem em um milhão de anos. Há quem diga que isso é julgamento, eu prefiro (se tenho o direito de preferir algo) pensar que a própria pessoa condena-se por suas atitudes realizadas e palavras professadas.

Estou em densas trevas. Comigo mesma, ou acredito nas pessoas e na sua “boa vontade” ou terei sempre sérios problemas. Sempre pisarão na bola com você. Sempre. Sempre também vão mentir pra você. A grandeza deste Evangelho que estou tentando seguir, é que você deverá sempre perdoar e esquecer. Perdoar. Esquecer. Estou em densas trevas…

Qual é o limite de perdoar porque se ama e não porque é uma obrigação? Porque se for uma obrigação eu faço, mas só eu sei como meu coração fica por dentro. Dói. Dói muito. Latejante. Mas qual o remédio?

Preciso que as minhas escamas caiam logo. Revestir-me de uma nova pele leva muito tempo… Ter uma pele sem manchas, outro tanto. Porém me ocorre que se estou em densas trevas e isso é no meu coração, tampouco serve trocar de pele. Preciso de uma revolução. Preciso de um coração novo. Preciso. Muito.

Estou com raiva até do meu dedo do pé.  Acho que isso não é bom continuar escrevendo, mas é a verdade. Aliás, qual é o problema que as pessoas tem com falar a verdade ainda que doa? Será que serei menos crente porque dizem que eu sou missionária (e eu sei com todas as partes de mim que não sou) e eu não posso ter raiva? E nem do meu próprio dedo? Acho que não, acho que preciso dizer o que sinto… quando é a verdade. Gostaria que ao menos as pessoas tivessem a mesma decência… todos…

Não estou com isso querendo dizer que são indecentes os que não conseguem falar a verdade na cara, até porque eu compreendo que pode ser uma forma de não machucarem o ser alheio, porém porque não dize-la? Se isso fará com que os que estão ao seu redor se concertem e mudem de rumo? Ai ai … densas trevas… ai ai … coração!

Qual o caminho? Isolar-me? Sendo que na Palavra diz que é bom que os irmãos vivam em união. Ou unir-me e morder meu dedo? Aaaaaaaaai… duvidas, duvidas, duvidas, mas é obvio que tenho que seguir a Palavra, mesmo eu, sendo tão difícil, não quero ir pro inferno… Por isso estou mordendo o dedo, por isso ele está doendo e ISSO está me deixando com raiva…

Ainda não estou conseguindo… ainda não, ainda estou no meio da fumaça.

Mas não se preocupe, um dia eu saio. E você também!

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